Confesso que convivo mal com a tristeza. Em boa verdade, se há coisas que me deixam verdadeiramente a pensar «porquê» são os meus estados de espírito mais sorumbáticos. Não costumo chegar a grandes conclusões...ou melhor, acho que por vezes prefiro mesmo evitar quaisquer conclusões sobre estas minhas introspecções. Acabo sempre por ficar pior do que o que estava. Assim, entretenho-me a adiar as meditações até à noite...Não há muito que me passe ao lado enquanto tento repousar o espirito. Talvez a única conclusão a que já cheguei, por variadas vezes, é que não dominamos tudo, e que nem sempre tudo corre à nossa maneira, do nosso agrado, como nós gostávamos que fosse. Não há nada de trágico nisso. Pelo contrário. Há que saber encarar todos os cenários e saber tirar lições disso mesmo. O dramático é no entanto não conseguir animar a alma. Isso, a mim deixa-me desaustinado. Não sei conviver com cenários taciturnos. Por isso tenho optado tantas vezes pelo silêncio...Mudo e calado. No meu canto. E isso incomoda-me. Não há nada melhor do que poder dizer a plenos pulmões que a boa disposição é algo quase permanente. Mas isso nem sempre é possivel. E há dias em que não consigo explicar porquê...Ultimamente têm sido vários. Há dias assim ! Bem dita seja a noite que mais uma vez caiu para me refugiar. E voltar ao meu silêncio incómodo.
Ó NOITE
Ó noite, flor acesa, quem te colhe?
Sou eu que em ti me deixo anoitecer,
Ou o gesto preciso que te escolhe
Na flor dum outro ser
Sophia Mello Breyner
2 comentários:
ó homem... até parece que levaste 15-6 no futebol esta semana. Anima-te rapazola. Meu marialva moscovita.
ó homem... até parece que levaste 15-6 no futebol esta semana. Anima-te rapazola. Meu marialva moscovita.
Enviar um comentário