Não vou entrar em considerações politicas daquelas de algibeira. Não só porque não me apetece, como também porque tenho onde estar às 13 e já não falta muito.
Mas não deixa de ser verdade que as maiorias absolutas, quem quer que beneficie com isso, dão que pensar. Ontem ficou a saber-se outro caso daqueles que não lembram nem ao "valha-me Deus". Convenhamos que a personagem em questão não tem estado muito feliz nos últimos tempos.
Depois de Correia de Campos se ter referido em tom irónico aos enforcamentos, considerando que agora até estão na moda, o que fica sempre bem a um governante de um estado europeu que condenou em unissono a sentença de Saddam, o ministro da Saúde volta a estar no seu melhor ao rejeitar a abertura de um inquérito sobre o socorro prestado à vítima de acidente em Odemira.
A 08 de Janeiro, um homem de 54 anos, que sofreu ferimentos graves ao ser atropelado, na zona de Odemira, Beja, só deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, mais de seis horas após terem sido accionados os primeiros meios de socorro.
Após a reunião com os Bombeiros e com o INEM, o ministro da Saúde revelou, em comunicado, ter concluído que o socorro prestado ao homem vítima de atropelamento foi correcto e afastou a realização de um inquérito.
Tão correcto quanto o salvamento dos pescadores na Nazaré, ou outros que tais.
Respostas ? Não há. Não se passou nada de anormal. Aliás, estamos num país em que é mesmo tudo uma perfeição. O senhor teve foi muito azar por ter chegado ao hospital com seis horas de atraso. É azar, não há outra explicação.
Então e o argumento do presidente do INEM ? Segundo o senhor, "a vitima esteve sempre acompanhada por um clínico". Que feliz que a vitima se deve ter sentido. Ou qualquer um de nós. Se algum dia eu estiver com alguma contusão cerebral, cardiopatia ou outra coisa qualquer, se estiver acompanhado por um dentista, ortopedista ou otorrino tenho de dar graças a Deus, ou a outra força qualquer divina. Isto se não estiver com azar...
Sem comentários:
Enviar um comentário