domingo, 7 de janeiro de 2007

Amor é...

Não que tenha uma bibliografia por aí além, mas circunstâncias diversas têm-me levado a olhar para cada uma das obras com os sentidos mais apurados. Ou pelo menos com outros olhos. Questiono, reflicto, penso...

Destaco um dos textos que consta no livro do Miguel Esteves Cardoso, «O Amor é...»:

"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.
Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece..."

Cada vez acredito mais que conseguimos encontrar nos livros respostas aos nossos dilemas. Possivelmente porque outros já terão passado pelo mesmo e encontraram na prosa o refúgio para encarar a vida com outra convicção. Mudam as personagens, mudam os percursos, os lugares, os cheiros...mas a essência das questões está lá toda.

Algumas das 3 pessoas...vá...duas e meia...que costumam por aqui passar estarão a pensar: «Batista, o que estás para aí a dizer?»
Garanto-vos que é merdinha !! Mas em doses controladas !! Ainda assim não deixa de ter a sua relevância.

1 comentário:

Anónimo disse...

comento pois! aiás pergunto? afinal vale a pena acreditar? ou um amor não pode realmente pertencer a duas pessoas? queria respostas q não encontro... nem no miguel esteves cardoso.