sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Um Natal diferente

Está de resto este último dia de trabalho. A frenética contagem decrescente até à noite da consoada já não pode ser interrompida, tudo parece a postos. Há muito que não escrevia. Há quem lhe chame incuria, desleixo...prefiro chamar-lhe confusão.

Um turbilhão de ideias e pensamentos que me assolam o sentido e que me fazem temer aquela que ano após ano costumava ser a mais alegre de todas. Por todos os motivos e mais alguns. Já o tinha escrito antes. Nunca antes havia pensado que pudesse ser tão amargo festejar 25 anos de idade, da mesma forma que acredito que a noite da consoada vá ser um misto de dramatismo com nostalgia.

Tenho várias vezes este tipo de conversa com a minha carissima Rita Sevilha, onde ela me tenta dar conta de que não há muito a fazer senão encarar as agruras da vida com outros olhos. Afinal não há muito a fazer. Gostava sinceramente de pensar o mesmo, mas não consigo. Há tanta coisa que me está atravessada na garganta desde do dia 25 de Dezembro do ano passado. Coisas que não tenho forma de libertar porque quem eu queria que ouvisse não o pode fazer. É algo parecido com gritos mudos, que não há forma de soltar.

A saudade é muita. É demasiada. E em relação a isso não há volta a dar. O lugar dele vai estar garantido à mesa, e estou certo que o meu pai estará seguramente a ocupá-lo! Ou então é a vontade que tenho de gritar em surdina que me faz acreditar que sim.

Feliz Natal a Todos

1 comentário:

Anónimo disse...

Pois é amigo...a vida tem destas coisas!!Tenho pensado muito em ti durante este dia, nem que fosse por uma hora gostava de te conseguir pôr a pensar da mesma maneira que eu...como diz a minha mãe, «Assim és muito mais feliz». Era esta a felicidade que gostava de te conseguir passar, se acreditasses que isto não acaba aqui (era mau demais se assim fosse), que um dia nos reencontramos todos, e que todos os que partiram estão hoje algures felizes, e a preparar a consoada! Não fazia sentido que a vida fosse só isto...