A confissão de José Esteves servirá de pouco: o processo de Camarate foi considerado prescrito pelo Supremo Tribunal de Justiça – e será difícil levar seja quem for à Justiça. A revelação de Esteves, esta semana, à revista ‘Focus’, tem interesse para a história.Ainda assim, a história não deixa de ter piada. Primeiro porque é um caso paradigmático de como tem funcionado a Justiça no País. Agora fala-se na hipótese de ser criada uma «lei especial» que permita o julgamento. Ridiculo. Segundo o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, a criação de uma lei específica para o caso Camarate iria "abrir um espaço de excepções e arbitrariedade que é isso que a lei não quer", considerando que "havia um prazo para decidir e esse prazo passou". O prazo são «apenas» 26 anos...mais do que eu tenho de vida.
Depois porque é a primeira vez, que me lembre, que em Portugal não levam a sério um tipo que usa umas boinas de gosto duvidoso. Já levaram em linha de conta o Quinzinho Portugal, já distinguiram o Kumba Ialá, que para quem não se lembra é uma versão hip hop do Pai Natal. A este nunca passaram charuto...
As razões apontadas parecem-me interessantes...«ehhh pá, desculpem lá mas eu só queria assustar...nunca pensei que um monte de explosivos num avião pudesse fazer com que o aparelho caisse...ehh pá...desculpem lá qualquer coisinha, mas a malta é jovem...»
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